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Coluna

22:18 - Domingo, 05 de Setembro de 2010

Pesquisa reflete realidade

A última pesquisa do Ibope, contratada pela RBS e registrada no TSE sob o nº 21923/2010, e no TRE, sob o nº 44971/2010, reafirma a tendência de liderança da candidata Ângela Amin (PP) no que diz respeito à disputa pelo governo estadual. A progressista aparece com 38% da preferência do eleitorado, enquanto Raimundo Colombo (DEM) tem 23% e Ideli Salvatti (PT) 15%. Até ai nenhuma novidade e se há alguma surpresa ela fica por conta de Colombo ainda não ter conseguido despregar sua candidatura do chão. Ele continua mantendo os mesmos percentuais que já possuía antes mesmo de ser candidato pela tríplice aliança. Ou seja, por enquanto PMDB e PSDB não disseram ao que vieram na campanha da tríplice.
Os três percentuais são plenamente justificáveis. Ângela é a candidata que melhor representa a oposição ao atual governo do Estado. O PP, além de ser um partido historicamente anti-PMDB, tomou para si ao longo dos últimos sete anos e meio o papel de opositor perpétuo ao governo de Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Ao contrário do que se possa imaginar, o PT não assumiu plenamente esta responsabilidade. Em 2002, PMDB e PT trabalharam juntos no Estado. No início do governo de Luiz Henrique os dois partidos foram aliados condicionais. Volnei Moratoni (PT) chegou a ser eleito presidente da Assembleia em 2003 com o apoio do PMDB e numa articulação com o executivo estadual assumiu por duas semanas o governo do Estado. Na esfera federal o governo Lula também precisava manter o apoio dos deputados do PMDB catarinense no Congresso e por isto o PT no Estado teve que pegar leve. É com naturalidade, então, que o percentual de Ângela Amin se justifica, à medida em que ela acaba sendo o símbolo opositor mais claro que se tem neste pleito.
Colombo, por sua vez, padece da falta de ânimo do PMDB. O partido achou muito bom ter o apoio do DEM em 2002, quando os democratas deixaram Esperidião Amin (PP) a ver navios, e em 2006, quando o DEM embarcou de corpo e alma no projeto de reeleição de Luiz Henrique. Agora que é a hora de retribuir, a conversa tem sido outra. Em condições normais, a esta altura do campeonato era para Colombo estar no mínimo com 40% das intenções de voto. Só não está porque seus aliados parecem estar querendo ver o circo pegar fogo.
O percentual de Ideli também não é surpresa. Ela se mantém dentro da média histórica do PT e isto por culpa do próprio PT, em especial do governo federal, que não deu chances para que os prefeitos do partido pudessem mostrar o tal 'modo petista de governar'. Os 29 prefeitos petistas de Santa Catarina poderiam ter ser transformado em símbolos de administração pública municipal, servindo agora como palanque para a campanha de Ideli. O problema é que eles foram tratados pelo governo Lula sem nenhuma distinção. Alguns, aliás, foram até mesmo menosprezados à medida em que tiveram menos recursos liderados que partidos opositores ao governo federal. Ideli está pagando pela falta de estratégia de seu próprio partido.

Quarto candidato
Plínio de Arruda Sampaio (P-Sol) começou a entrar em cena na sucessão presidencial. Tropa de choque do PT credita sua súbita aparição ao fato de Marina Silva (PV) não estar dando conta de segurar o crescimento de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas. Candidato de esquerda, Plínio ajudaria a dividir os votos do PT, impedindo a vitória de Dilma no primeiro turno, algo hoje já plenamente possível. Defensor do proletariado desde a adolescência, Plínio não esconde seu desejo de dividir a riqueza do país entre os pobres. Talvez pudesse começar pela sua própria, já que declarou ao TSE ter um patrimônio de R$ 2,1 milhão.

Na expectativa
Presidente estadual do PSL, Américo de Souza, que teve sua candidatura à Presidente da República recusada por seu partido, ainda não obteve resposta do seu pedido pessoal de registro junto ao TSE. É que como Américo já havia sido homologado candidato em convenção nacional, ele próprio poderia pedir o registro, independente da vontade de seu partido. A manifestação por parte do TSE era para ter sido proferida na semana passada, mas não o foi e o gaivotense Américo permanece na expectativa. Como a lei é bem clara a seu favor, ele tem convicção de que ainda disputará o pleito presidencial.

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